quinta-feira, 8 de outubro de 2015

# Haja o que houver

Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...



Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...

#Madredeus



1 comentário:

  1. Era este o mistério daquela tarde quente de Junho no cemitério de Vila Viçosa.
    E depois o ventre rasgado da terra na dureza da pedra.


    " Gosto de ti, ó chuva nos beirados,
    Dizendo coisas que ninguém entende!
    Da tua cantilena se desprende
    Um sonho de magia e de pecados.

    Dos teus pálidos dedos delicados
    Uma alada canção e ascende,
    Frases que a nossa boca não aprende,
    Murmúrios por caminhos desolados.

    Pelo meu rosto branco, sempre frio,
    Fazes passar o lúgubre arrepio
    Das sensações estranhas, dolorosas...

    Talvez um dia entenda o teu mistério...
    Quando, inerte, na paz do cemitério,
    O meu corpo matar a fome às rosas! "

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